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Original para a Internet

“Todos os números são desenhos no infinito”

Da edição de setembro de 2020 dO Arauto da Ciência Cristã

Publicado anteriormente como um original para a Internet em 29 de junho de 2020.


Na Ciência Cristã, a palavra Espírito, como nome próprio, é o nome do Ser Supremo. Significa quantidade e qualidade, e se aplica exclusivamente a Deus.

— Mary Baker Eddy, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, p. 93 

Descobri que uma das formas mais eficazes de começarmos a viver a vida, partindo de uma perspectiva livre de limitações, uma perspectiva que inclui a percepção ilimitada de quantidade (de recursos, finanças, ativos etc.) — é pensar conscientemente em termos de ideias, em vez de objetos materiais, porque as ideias são indivisíveis. No nível humano mais básico, se você cortar uma torta ao meio e der a metade a um amigo, cada um terá apenas metade da torta. Mas se compartilharmos uma ideia com alguém, ela se multiplicará — ambos possuiremos a ideia, e isso indica quantidade ilimitada. Esse é apenas um vislumbre da realidade espiritual, na qual todas as ideias têm sua origem em Deus e emanam da Mente divina inesgotável, que é o próprio Deus, o eterno multiplicador e a indestrutível substância de tudo. Desde a juventude, aprendi a confiar nessa grande verdade a respeito de Deus e constatei, por meio de provas e mais provas, que essa verdade tem aplicação prática para satisfazer às minhas necessidades humanas, tanto em casa como em viagens.

Entretanto, chegou um momento, há muitos anos, em que minha compreensão da substância e do suprimento infinitos teve de se desenvolver, de formas novas e mais elevadas. Como resultado de um acontecimento completamente inesperado, vi-me frente a graves problemas financeiros. A maior parte do lucro que o meu negócio havia gerado, ao longo dos anos, havia sido reinvestido no próprio negócio, portanto, eu praticamente não tinha nenhuma reserva. Além disso, havia as obrigações financeiras correntes, uma hipoteca e a manutenção normal de uma casa, bem como as despesas da firma e do custo de vida.

É digno de nota que, em linha com a profecia de Isaías, que diz: “antes que clamem, eu responderei” (65:24), alguns meses antes que essa situação surgisse, viera-me à mente uma clara mensagem espiritual, como se alguém estivesse falando comigo, dizendo para me sentar, pegar minha caneta e preparar-me para escrever. O que eu “ouvi” e escrevi, foi o seguinte: “Todos os números são desenhos no infinito”.

Pensando nisso agora, vejo muito claramente o que Deus estava fazendo por mim, e como estava sendo feito. Em poucas palavras simples, o Amor estava me ensinando duas lições distintas e preciosas: 1) a beleza e a natureza tranquila dos números, e 2) sua fonte infinita.

Devido provavelmente ao fato de que, desde a infância, a arte visual sempre fora o meu meio de expressão favorito, a minha reação inicial, à mensagem de Deus, foi pensar nos números em termos de arte visual — números como desenhos. Naquele primeiro momento, pensei somente na beleza de cada número como ideia distinta e imutável — todos desenhados na tela do infinito.

Essa visão artística dos números começou imediatamente a me libertar, em pensamento, da preocupação com os números representando quantidades, grandes ou pequenas. Isso me levou à segunda lição do Amor: Deus, o Espírito infinito, é a origem de todos os números e quantidades. Compreendi que os números desenhados no infinito podiam significar quantidades originadas de uma fonte inesgotável, o Amor divino, e não somas sacadas, por exemplo, de uma determinada conta bancária que pode se esgotar. Nesse contexto, ficou evidente que nenhuma soma poderia eventualmente meter medo.

Em termos puramente matemáticos, os números, em si mesmos, não têm nenhum limite. Não importa quão alto seja o número, outro número pode sempre ser acrescentado. Nunca questionamos isso, porque vemos os números como ideias, não como objetos materiais. Ciência e Saúde, o livro-texto da Ciência Cristã, revela que aquilo que os chamados sentidos materiais percebem como objetos materiais não são, de maneira nenhuma materiais, mas sim, são ideias tangíveis, quando vistas corretamente pelo senso espiritual. O livro salienta que: “A Ciência divina, que está acima das teorias físicas, exclui a matéria, explica que as coisas são pensamentos, e substitui os objetos do senso material por ideias espirituais” (p. 123). Sobre o mesmo assunto, mais adiante no livro-texto, aprendemos que “essas ideias são perfeitamente reais e tangíveis para a consciência espiritual e têm esta vantagem sobre os objetos e os pensamentos do senso material — elas são boas e eternas” (p. 269).

Cristo Jesus sabia que a única criação real era composta de ideias mentais e espirituais, mas que essas ideias eram também “reais e tangíveis”, não eram abstrações teóricas, sem relação com as necessidades práticas da humanidade. No cumprimento da sua missão sagrada de salvar o mundo da crença, da ilusão, de que exista inteligência e vida na matéria, ele deu inúmeras provas de que as ideias, não os objetos materiais, são a realidade prática e concreta, assim na terra como no céu.

Seguindo o padrão de sua origem virginal, seus ensinamentos e obras de cura sempre tiveram também um “nascimento virginal”, ou seja, sempre começaram integralmente com a causalidade espiritual, sempre demonstrando que a natureza divina está, amorosa e constantemente, cuidando da natureza humana, sempre provando que a matéria não é a verdadeira substância, vida ou mente do homem.

Quando Jesus multiplicou uma pequena quantidade de pães e peixes, no deserto, para alimentar milhares de pessoas famintas (ver Mateus 14:15–21 e 15:32–38), ele claramente trocou aquilo que era percebido como “objetos do senso material”, com todas as inerentes limitações, por ideias espirituais ilimitadas que acabaram aparecendo tangivelmente. Os discípulos, por outro lado, haviam ficado hipnotizados pelo número elevado de pessoas (as multidões) e o pequeno número de coisas (isto é: “cinco pães e dois peixes”), não reconhecendo que essa provisão era constituída de ideias que representavam o suprimento infinito — pois eles não estavam substituindo “os objetos do senso material por ideias espirituais”.

Mas a consciência pura de Jesus nunca perdeu de vista o Espírito, como a única substância e o único Criador. Ele sabia que a lei dinâmica do Amor, o Espírito Santo, ou seja, a Ciência divina, está em ação perpetuamente. Ele sabia que essa lei não estava impedida de se manifestar, nem podia ser obstruída pela crença mortal de tempo, que nega o aparecimento espontâneo de ideias completas — como o sustento, representado ali pelos pães e peixes — e que sempre requer alguma forma de processamento antes da fruição.

Repreendendo a lógica humana, que se baseia na causalidade física, Jesus disse: “Não dizeis vós que ainda há quatro meses até à ceifa? Eu, porém, vos digo: erguei os olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa” (João 4:35). Ele sabia que “…[Deus] falou, e tudo se fez…” (Salmos 33:9).

Seguindo a lógica da mensagem de Deus, em minha própria experiência, fui guiada a mentalmente abrir mão, de maneira mais radical do que nunca, do conceito humano limitado de suprimento. Na prática, eu vinculei totalmente ao infinito a minha percepção de “números” e “quantidades”, ou seja, a minha percepção de substância, ou suprimento. Quando ocorreu o acontecimento inesperado, com seu correspondente problema financeiro, eu estava preparada para aplicar vigorosamente essa visão radical de suprimento, a qual o Amor me havia proporcionado, em seu terno cuidado para cada um de seus filhos. Constatei que essa ideia foi profundamente prática em minha vida.

Para me libertar do medo associado à visão de um determinado valor, grande ou pequeno, passei a olhar os valores de acordo com as duas lições que eu havia aprendido com aquela simples declaração inspirada por Deus. Primeiro, eu olhei para os números separadamente, como ideias, sem medo da quantidade. Por exemplo, se eu tivesse uma conta a pagar no valor, digamos, de 854 dólares, eu poderia deixar de ver essa quantia do jeito convencional, como números que representam uma quantidade significativa, que seria subtraída de outra quantidade, e diminuiria o saldo. Em vez disso, eu poderia considerar o número como um 8, um 5, e um 4, todos eles inscritos no infinito. Este passo simples e prático silenciava o medo associado à quantidade. Longe de ser uma fórmula ou uma técnica, isso era mais comparável às rodinhas auxiliares de uma bicicleta, na fase de aprendizado, para eu ver que nenhuma quantidade tem o poder de nos intimidar ou assustar.

Depois, com base na segunda interpretação da mensagem, ou seja, de que os valores pertenciam a uma fonte inesgotável, compreendi que Deus, a infinitude, era o único “valor”. Em Ciência e Saúde, a Sra. Eddy fala da Mente infinita como “a totalidade da substância” (p. 259). Em outro de seus livros, Miscellaneous Writings [Escritos Diversos] 1883–1896, ela declara que “Deus é a soma total do universo” (pp. 105–106). Portanto, cada vez que pagava uma conta, eu não pensava no conceito humano, totalmente relativo, de valores grandes e pequenos, e reconhecia conscientemente que, por sermos, agora mesmo, a expressão individual da substância infinita, eu estava sacando aquela quantia do infinito. O medo dos números e das quantidades foi desaparecendo.

Com o passar do tempo, vi os limitadores tetos artificiais desaparecerem dos diferentes “compartimentos” da minha consciência e experiência. A sensação de que eu estava esgotando o meu suprimento, quando pagava as contas, desapareceu. Percebi que não só eu tinha tudo de que realmente precisava, mas vi também a abundância transbordante do amor de Deus se manifestar cada vez mais. Minha compreensão espiritual sobre o conceito de quantidade estava se refletindo em minha vida — muitas vezes de formas as mais inspiradoras e surpreendentemente originais.

Finalmente, comecei a compartilhar esse conceito simples, porém profundo, com algumas outras pessoas. Lembro-me de tê-lo explicado a um homem que tinha uma dívida do cartão de crédito no valor de 50.000 dólares, e não tinha como pagar. A fim de aliviar a sensação de medo e limitação que parecia dominá-lo, fiz com que ele notasse o fato de que, na verdade, ele só precisava de um cinco e quatro zeros. O medo produzido pelo foco hipnótico no montante como um todo, deu lugar ao riso. Isso abriu a porta do seu pensamento para deixar o medo e aceitar o fato de que Deus, o Espírito, podia satisfazer até mesmo ao que parecia ser uma necessidade muito grande.

Naquele primeiro momento, pensei somente na beleza de cada número como ideia distinta e imutável — todos desenhados na tela do infinito.

A nova ideia de que números e quantidades estavam todos, em realidade, inscritos no infinito e que, portanto, não tinham nenhum poder para nos assustar, despertou-o para novas possibilidades. Mais ou menos uma semana depois, ele me telefonou entusiasmado, para contar que havia vendido um sistema de computação no valor de cinco milhões de dólares a uma empresa com múltiplas sucursais. Ele disse: “A minha comissão é de 1%, ou seja um cinco e quatro zeros!” (exatamente 50.000 dólares).

O que foi bastante tocante e significativo nessa experiência foi o fato de que esse homem havia chegado a essa nova ideia com humildade, e os seus motivos eram puros: ele estava em busca de uma compreensão mais profunda de Deus e da própria relação com Ele, e não estava só procurando pagar uma conta.

É evidente que essa bela verdade de que somos inseparáveis do infinito, exatamente aqui e agora, de que podemos sacar desse infinito tudo de que necessitamos, não é um jogo de números, não se trata de “ver mentalmente”, nem é numerologia ou auto-hipnose, não é um exercício intelectual ou de força de vontade, não é uma licença para se entregar à extravagância, nem é alguma outra fase da chamada mente humana.

Naturalmente, para muitos que enfrentam graves problemas financeiros devidos, por exemplo, à destruição de casas e propriedades em algum incêndio ou desastre natural, pesadas dívidas com a faculdade, perda do emprego, do negócio ou de ativos financeiros — para esses a ideia de sacar valores do infinito talvez não pareça inicialmente muito reconfortante nem realista, e pode até parecer um delírio. No entanto, ela só parece assim para os supostos sentidos materiais, a mentalidade mortal para a qual só a matéria, o tempo e o processamento são reais e substanciais. O senso espiritual, nossa capacidade dada por Deus para discernir a realidade espiritual, pode ver através do véu sombrio do materialismo e enxergar a realidade da substância ilimitada que está à mão, como nosso grande Mestre, Cristo Jesus, comprovou. O Espírito é verdadeiramente a infinita fonte e substância de todo o bem — aqui mesmo, neste plano de existência.

O fato científico é que a infinitude é para sempre nosso “ponto de partida”, a soma total de nossa substância, aqui e agora — e aqui é o melhor lugar para começar a lidar com a sugestão agressiva de perdas financeiras. Naquela que, para mim, é uma das afirmações mais reconfortantes do nosso livro-texto, a Sra. Eddy escreve: “É impossível ao homem perder algo que seja real, pois Deus é tudo e é do homem eternamente” (p. 302). Tudo o que pertence a Deus pertence — individual e coletivamente — ao homem como Sua semelhança. Por ser isso verdadeiro, nós temos o direito divino de tomar posse da paz, alegria, abundância, saúde, harmonia, sabedoria, amor, inteligência, força, beleza, bondade, estabilidade, persistência, paciência, que já nos pertencem — porque pertencem a Deus.

Quanto mais reconhecermos e pusermos em prática o Amor infinito que já supriu todo o bem à sua amada criação, tanto mais realista e natural será, para a consciência humana, recorrer unicamente ao Amor divino para satisfazer às necessidades humanas. Agora mesmo, em obediência ao exemplo de Jesus, podemos ver e comprovar, em certo grau, que a quantidade é inteiramente espiritual e, portanto, infinita.

Mas nós temos de estar realmente dispostos a deixar de lado as crenças estabelecidas e os padrões em que a mente humana está condicionada e encarcerada, com suas fórmulas e concepções completamente relativas sobre o que constitui o muito ou o pouco. Afinal, para quem tem um bilhão de dólares, um milhão pode parecer uma pequena soma! Temos de estar dispostos a ceder à ideia divina de quantidade e deixar que nosso pensamento seja iluminado e transformado pelo Cristo, que é o reflexo do Amor ilimitado na consciência humana. Se os motivos de uma pessoa visam unicamente ao ganho financeiro, acréscimo e aquisição, conforto na matéria, um “jeito rápido”, então o resultado será decepcionante. A abundância infinita que está sempre jorrando do coração do Amor, para satisfazer todas as necessidades da humanidade, não pode ser recebida por motivos puramente superficiais ou egoístas, porque tais motivos não têm conexão mental com o Amor divino. Na realidade, eles fazem com que nos sintamos separados do Amor; e essa crença de que estejamos separados do Amor infinito é a mentira da qual procedem todas as limitações.

Na verdade, nossa grande necessidade é a espiritualização do pensamento, que demonstra nossa união com o Espírito, destrói a crença na matéria como substância e nos desperta para nossa capacidade de perceber o existir ilimitado. A Sra. Eddy escreve: “Eu havia compreendido que o pensamento tem de ser espiritualizado a fim de compreender o Espírito. Tem de se tornar honesto, desprendido do ego e puro, a fim de ter uma compreensão, por menor que seja, a respeito de Deus na Ciência divina” (Retrospecção e Introspecção, p. 28).

Paulo escreve: “Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente… [Mas] o homem natural [o homem mundano, mortal] não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Coríntios 2:12, 14). Essa é uma confirmação muito clara de que só o senso espiritual pode conhecer e receber as coisas de Deus! A consciência humana humilde e obediente, desejosa e disposta a ser esvaziada do apego ao mundo e a ser preenchida pelo caráter cristão, essa é a consciência capaz de receber o bem que o Amor derrama imparcialmente sobre Seus filhos. 

É bem possível que essa tenha sido a consciência da viúva mencionada em 2 Reis, capítulo 4: ela enfrentava a ameaça de perder seus dois filhos, para se tornarem escravos de um credor, sendo que ela não possuía nada além de uma única botija de azeite. Ela é então instruída pelo profeta Eliseu assim: “Vai, pede emprestadas vasilhas a todos os teus vizinhos; vasilhas vazias, não poucas”, depois disso ela é novamente instruída: “Deita o teu azeite [daquela única botija] em todas aquelas vasilhas” (versículos 3, 4) — isso porque o profeta, sem dúvida, via o azeite não como matéria, mas como uma ideia capaz de ser multiplicada em vez de dividida, passível de ser “sacada do infinito” para satisfazer a necessidade daquela mulher. De forma humilde, confiante, obediente e sem questionar, a mulher fez conforme Eliseu mandara, e quando todas as vasilhas que ela havia tomado estavam cheias, Eliseu disse: “Vai, vende o azeite e paga a tua dívida; e tu e teus filhos, vivei do resto” (versículo 7).

Deus não enviou Jesus para nos mostrar como a natureza humana consegue satisfazer todas as necessidades, mas como a natureza divina faz isso.

Uma das muitas mensagens que podemos tirar dessa prova sagrada de que o Espírito, a quantidade infinita, se manifesta na experiência humana, é a de que precisamos de uma consciência despojada do ego, capaz de receber o que o Amor infinito está proporcionando. Do outro lado dessa equação, está exatamente o que Paulo nos diz: que para o pensamento materialista, as coisas de Deus são loucuras. Poderíamos dizer que aquilo que o Amor divino derrama, sobre seus filhos amados, simplesmente não penetra no solo endurecido da justificação do ego, da cobiça, vontade própria, sensualidade, desobediência, ganância, egoísmo talvez presentes no pensamento e que nos roubam aquilo que vem da generosidade do Amor. A Sra. Eddy escreve: “A falsidade, a inveja, a hipocrisia, a maldade, o ódio, a vingança, e assim por diante, levam embora os tesouros da Verdade” (Ciência e Saúde, p. 241).

Talvez seja esta a pergunta que devemos nos fazer: será que realmente estamos acolhendo na consciência a verdade básica de que nós mesmos somos provenientes de Deus, que nós nunca tivemos uma consciência finita e uma existência material limitada e que refletimos o infinito? Se nos considerarmos como mortais finitos, concebidos sexualmente e vivendo na matéria, em vez de nos considerarmos como as próprias ideias amadas de Deus — como os Seus filhos e filhas espirituais concebidos espiritualmente — será difícil discernir a natureza infinita do suprimento. Em vez de considerarmos o infinito como a origem do suprimento, é provável que consideremos uma conta bancária, uma herança, um salário, uma carteira de ações, por exemplo, como a origem, a fonte do suprimento. Naturalmente, a questão não é que não devamos ter essas coisas, mas ver as nossas necessidades humanas maravilhosamente supridas é o efeito prático de raciocinar corretamente sobre suprimento, começando com o Espírito, a única causa verdadeira — assim na terra como no céu.

Afinal de contas, Deus não enviou Jesus para nos mostrar como a natureza humana consegue satisfazer todas as necessidades, mas como a natureza divina faz isso.

Só a Mente reproduz e multiplica as ideias. Crescimento, propagação e multiplicação — aqui mesmo no cenário humano — são mandatos divinos, executados pelo poder divino, e não têm nenhuma ligação com leis ou condições materiais, como a Bíblia nos ensina de tantas maneiras. As leis humanas que governam a economia mudam de país para país, de uma administração para outra, e alegam que têm o poder de aumentar ou diminuir a renda de cada um de nós. Mas essas chamadas leis variáveis não têm poder algum para afetar a invariável e sempre presente economia divina e a sua relação — ou coincidência — com a humanidade.

Em virtude do fato ininterrupto de que a natureza divina alcança a natureza humana, fato no qual a lei celestial do bem é a única verdadeira lei na terra, todos os elementos úteis (tais como água ou minerais, por exemplo) poderiam ser descobertos, ou simplesmente aparecerem, sem nenhum processo de extração (em quantidades inimagináveis e com excelente qualidade), em lugares onde os homens nunca antes imaginaram que estariam. E esses elementos seriam trazidos à luz sem causar danos ao ambiente. Ciência e Saúde explica: “A criação está sempre aparecendo e tem de continuar a aparecer perpetuamente, devido à natureza de sua fonte inesgotável” (p. 507).

A inspiração tão fora do comum que me veio há tanto tempo, de que “todos os números são desenhos no infinito”, foi a evidência do Amor divino falando comigo em uma língua que eu podia compreender. Do mesmo modo, há infinitas maneiras distintas por meio das quais o Espírito se revela como substância e fonte inesgotável de toda quantidade e qualidade — sempre adequadas para satisfazer precisamente a cada necessidade individual, na coincidência do divino com o humano.

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