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Original para a Internet

Envelhecendo? De jeito nenhum!

DO Arauto da Ciência Cristã . Publicado on-line – 9 de julho de 2019


Quem não se sente reanimado ao ver pessoas com “idade avançada” praticando com alegria atividades físicas desafiadoras, até mesmo vigorosas, ou então tratando de adquirir a instrução que não tiveram na juventude, ou ainda trabalhando prosperamente em uma nova e exigente carreira, ou expressando graça e amor verdadeiros, ao se dedicarem a atividades voluntárias, prestando serviços para suprir a necessidade de outros? E nos sentimos especialmente fortalecidos quando vemos alguém com coragem, paciência e persistência progredir e derrotar os graves desafios relacionados à idade. 

O que mais nos fortalece não é o fato de que essas pessoas estejam orgulhosas do que conseguem fazer apesar da idade, ou que estejam se empenhando em manter-se jovens, ou que fiquem melhor quando envelhecem, como acontece com o queijo. É quando vemos que elas estão verdadeiramente florescendo e amando a vida que levam — uma vida mais interessada no bem que podem fazer do que nas circunstâncias humanas que sua própria vida lhes oferece.

Olhando bem de perto, o que mais impressiona é quando vemos essas pessoas a expressar ainda melhor as belas qualidades de caráter, como pureza moral, humildade, misericórdia e compaixão. Essas qualidades mostram a individualidade espiritual inerente a nós, que nada tem a ver com a idade. Cristo Jesus, durante todo o seu ministério, as exemplificou com seus ensinamentos, que nos indicam como podemos progredir e ser capazes de expressá-las. 

Certa vez, Jesus disse aos seus adversários: “Abraão, vosso pai, alegrou-se por ver o meu dia, viu-o e regozijou-se”. Eles zombaram de Jesus, dizendo que era impossível, porque Abraão morrera muito antes de Jesus nascer. Mas Jesus referia-se à sua identidade espiritual como Filho de Deus — sua identidade imortal. E, para enfatizar esse ponto, ele respondeu, “antes que Abraão existisse, EU SOU” (ver João 8:56–58). 

Jesus compreendia que a verdadeira identidade de cada um de nós é imortal — que Deus, o único Criador, é também nosso Pai. Jesus deu provas dessa verdade. Ele libertava as pessoas de condições que surgiam da crença de que a identidade do homem seja mortal, em vez de imortal. E assim ele reformava o pecador, curava os doentes, ressuscitava os mortos. E ele disse que seus ensinamentos capacitariam também outras pessoas para dar provas de que a verdadeira identidade do homem é imortal, não é mortal. 

Nossa compreensão dos ensinamentos de Jesus pode ser fortalecida diariamente por meio do estudo sincero da Bíblia, juntamente com o livro-texto da Ciência Cristã, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de Mary Baker Eddy. Por meio desse estudo e de pormos em prática aquilo que estamos aprendendo, fica cada vez mais claro que nossa verdadeira identidade é de fato espiritual, pura, perfeita e imortal. Todas as expectativas relacionadas à idade — o que somos ou não capazes de fazer, a expectativa de termos saúde, ou não etc. — originam-se da crença errônea de que nossa verdadeira identidade esteja na matéria, e seja, portanto, mortal. Mas essa não é nossa verdadeira identidade.

Os ensinamentos de Jesus nos orientam constantemente a expressar as qualidades espirituais de Deus — da Vida e do Amor divinos — incluindo pureza, misericórdia, graça, paciência, retidão, e muitas outras que compõem nosso verdadeiro existir. As qualidades que têm a ver com visão e audição, por exemplo, são espirituais e não materiais; elas envolvem discernimento e compreensão espirituais. Essas qualidades espirituais não podem envelhecer, elas simplesmente existem, hoje e sempre, não têm começo nem fim.

A superação dos problemas da idade, independentemente do nome ou origem que tenham, ocorre com o despertar espiritual e o viver isento de ego, à medida que amamos e desfrutamos do progresso de nossa compreensão e expressão do bem espiritual e imortal, por sermos a semelhança de Deus. 

Desde quando eu era bem pequena, meus olhos tinham uma grande sensibilidade à luz do sol. Contudo, fiquei totalmente curada quando adulta, ao despertar espiritualmente e perceber que minha verdadeira identidade não incluía essa limitação. Mais recentemente, tive a cura de um problema de audição, quando despertei para a verdadeira capacidade de ouvir, ao dar toda minha atenção a perceber o amor de Deus e deixar que esse amor se expressasse plenamente em mim.

E depois, há algumas semanas, quando eu estava editando um artigo para ser publicado nesta revista, precisei pesquisar mais uma vez uma citação de Ciência e Saúde, que eu conhecia bem, para ter certeza de que seu significado estava sendo corretamente representado. Percebi algo que não havia compreendido por completo anteriormente. Aqui está o trecho: “O som é uma impressão mental produzida na crença mortal. O ouvido em realidade não ouve. A Ciência divina revela que o som se comunica por meio dos sentidos da Alma — por meio da compreensão espiritual” (p. 213).

A expressão em realidade se destacou bem clara para mim. Percebi que aquilo que realmente ouve é a consciência, não o ouvido material. Esse significado é lindamente ampliado nesta passagem mais abaixo, na mesma página: “A mente mortal é uma harpa de muitas cordas, que fala de desarmonia ou de harmonia, segundo seja humana ou divina a mão que a tange”. 

O que ganhei com esse trecho foi a compreensão de que o que ouvimos ou não ouvimos — o que discernimos ou deixamos de discernir — está relacionado com os pensamentos que abrigamos. Estamos ouvindo o Cristo, a voz de Deus, comunicando-nos qual é a nossa verdadeira identidade, totalmente espiritual e imortal? Se assim for, podemos, então, de forma natural e com confiança, não olhar para o senso mortal de identidade. Podemos ouvir a voz do Amor divino, que afirma que somos a verdadeira semelhança de Deus, e deixar que o Cristo — a Verdade imortal — eleve, ocupe e purifique nosso pensamento. Podemos, assim, receber qualquer tipo de sugestão de envelhecimento com estas palavras: “É mesmo? Pois não é verdade! Sou uma criação espiritual e imortal de Deus. Nada a meu respeito pode envelhecer, pois Deus é meu pai”.

Qualquer pessoa que faça um estudo sincero e diário da Bíblia, juntamente com Ciência e Saúde, progredirá na compreensão de sua verdadeira identidade como imagem imortal de Deus. Os benefícios em progredir na expressão das qualidades semelhantes a Deus e em superar as limitações chamadas envelhecimento podem ser modestos, mas virão com toda a certeza(e às vezes não serão tão modestos), e ocorrerão à medida que combatemos essas crenças com a verdade espiritual. Esse resultado, em realidade, é inevitável!

Barbara Vining
Redatora-Chefe

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Cyril Rakhmanoff, O Arauto da Ciência Cristã, edição de julho de 1998
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