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Original para a Internet

Boas-novas

A não violência, o Amor divino e o fundamento espiritual para amar os outros

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 30 de agosto de 2021


Quando eu estava na faculdade, fiz um curso sobre a não violência, do modo como foi ensinado e praticado por Martin Luther King, Jr. O curso incluía uma pesquisa do trabalho do Dr. King durante o movimento dos direitos civis nos Estados Unidos, nos anos 1960. Depois, dei aulas sobre essa filosofia a alunos do ensino médio. Tempos mais tarde, fui à Índia para estudar a filosofia da não violência, da forma como fora vivida por Mahatma Gandhi, e aprendi de seus imensos efeitos sobre a liberdade na Índia. Amar a todos de fato e de verdade foi o que assimilei desse estudo.

Quando comecei a estudar a Ciência Cristã, fui ainda mais longe. Continuei com as ideias de amor e não violência e comecei a compreender o fato metafísico profundo e espiritual de que Deus, o Espírito, o Amor divino, nos fez à Sua imagem. Como ideias espirituais de nosso Criador, temos a compreensão natural de que não incluímos o ódio, o abuso, a violência ou qualquer aspecto do mal.

Pensei sobre a marcha da não violência da qual eu participara com meus colegas da faculdade, quando cantamos “We shall overcome…” [Nós vamos vencer …] Compreendi que, em realidade, no reino de Deus não há verdadeiramente nenhum ódio para ser vencido. Não é necessário termos de aprender a conviver com o ódio e o abuso, pois não têm nenhum fundamento em Deus. Orar e trabalhar pela justiça são ações importantes, contudo, como filhos de Deus, cada um de nós já é e sempre foi a expressão e a imagem do Amor divino, vivenciando e compartilhando unicamente o amor. Ao orar diligentemente dessa maneira, veremos diminuir os sinais do ódio e da divisão. 

Tive duas oportunidades de trabalhar mais com essas ideias. Uma de minhas primeiras colegas de quarto, na faculdade, com frequência parecia estar chateada ou com raiva. Orei para compreender que esse turbilhão não fazia parte da verdadeira identidade do homem e que eu não precisava ter medo do temperamento dessa colega ou tentar humanamente mudar, de algum modo, essa situação.

Veio a ideia de que poderíamos a cada dia deixar uma citação bíblica ou um hino favorito, uma para a outra, no balcão da cozinha.

Cada quarta-feira, depois da reunião de testemunhos, me vinha a inspiração de sentir e demonstrar mais amor por essa colega. Ela também era cristã, amava a Bíblia e gostava muito de tocar lindas canções ao piano. Veio a ideia de que poderíamos a cada dia deixar uma citação bíblica ou um hino favorito, uma para a outra, no balcão da cozinha. Outra ideia que eu tive foi a de compartilharmos nossos pratos preferidos. Então, começamos a conversar sobre os nossos dias e as coisas que estávamos pensando. No final da nossa convivência como colegas de quarto, éramos boas amigas, e não houve mais nenhuma manifestação de raiva nem de frustração. Fiquei muito grata em ver que somos ideias do Amor, sempre afetuosas e compartilhando amor.

Em outra ocasião, tive um cargo em uma central de designers, como coordenadora financeira. Fui colocada em um departamento no qual me disseram que ninguém queria ficar, pois os designers eram grosseiros com os colegas. Minhas orações envolveram a ideia de que a grosseria ou o ódio não fazem parte da natureza dos filhos de Deus, são falsas crenças que não têm nenhuma verdadeira substância ou vida. Gostei muito de ler o artigo “The Way of Gethsemane” [O Caminho de Getsêmani], de Lucy Hays Reynolds (da edição de abril de 1945 do The Christian Science Journal) e de pensar nesta definição de Getsêmani, no livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, escrito por Mary Baker Eddy: “Paciência no sofrimento; o humano cedendo ao que é divino; amor que não vê retorno, mas ainda assim permanece amor” (p. 586). Compreendi que, mesmo quando os designers eram grosseiros, a verdade é que eles continuavam a ser a expressão espiritual de Deus, e refletiam unicamente o Amor, e só podíamos reagir a isso, e mais nada. Eu me empenhei em expressar mais amor para com eles em todas as situações, e testemunhar somente sua verdadeira natureza afetuosa.

Logo os designers começaram a demonstrar mais gentileza e consideração. Além disso, todos nós nos tornamos amigos, com relacionamentos de mútua confiança no trabalho. Minha chefe começou a notar a mudança no ambiente e uma melhor amizade e camaradagem. Também comecei a ter oportunidades de falar a ela sobre a Ciência Cristã, e ela pareceu gostar. 

Sou muito grata, do fundo do coração, pelas oportunidades de aprender e compreender mais, todos os dias, a respeito do poder do Amor divino, sempre percebido e conhecido por todos nós. Continuo a ser grata pela evidência prática que tenho constatado, de que o Amor é realmente o único poder. É a única coisa que está acontecendo, a causa única, o único efeito e a única consequência.

Stacy Shapiro James

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— Mary Baker Eddy, The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany p. 353 [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos]

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