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Original para a Internet

Permitir que a inspiração nos transforme

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 26 de setembro de 2022


Quando recorremos a Deus em oração, pode ser que a mensagem que recebemos de Deus venha como ideias sussurradas em nosso coração, ou como um modo maravilhoso de ver tudo o que está à nossa volta, ou talvez como a silenciosa certeza de que tudo está realmente bem. Ou ainda, como algo mais, que nos dá um empurrãozinho rumo ao que é melhor. Assim como há diversas maneiras pelas quais recebemos a inspiração, há também vários tipos de abordagens para colocarmos em ação em nossa vida a inspiração que recebemos.

Um modo que ajuda bastante é permitir — consentir que sejamos transformados pela inspiração vinda de Deus, sentir as sagradas dádivas de Deus e ser gratos por elas.

Existe certo aspecto sanador nesse modo de orar, como Cristo Jesus comprovou. No livro que Mary Baker Eddy escreveu, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, ela diz, referindo-se a Jesus: “Ele foi inspirado por Deus, pela Verdade e pelo Amor, em tudo o que disse e fez” (p. 51). Essa inspiração divina o levou a naturalmente perceber cada um como realmente era — como filho de Deus, espiritual e perfeito. Jesus colocou isso em prática, ao curar as pessoas de doenças e falhas de caráter, e nos ensinou que podemos também fazer o mesmo.

Quando adolescente, um dia me cortei sem querer, quando estava trabalhando em um restaurante, depois das aulas. Fiquei estressado, porque eu realmente não tinha tempo para um longo processo de cura. Eu necessitava continuar a trabalhar, sem faltar. Felizmente eu havia aprendido, na Escola Dominical da Ciência Cristã, que mudando, por meio da oração, meu modo de pensar, eu podia ser curado. E, de coração receptivo, orei, perguntando a Deus: “O quê devo permitir que permaneça em meu pensamento hoje?”

O que me veio ao pensamento foi levar em consideração o fundamento espiritual e nossa verdadeira natureza, dados por Deus. Ao chegar em casa, abri o livro Ciência e Saúde e li esta pequena frase: “Não permitas que coisa alguma, a não ser Sua semelhança, permaneça no teu pensamento” (p. 495).

Dei-me conta de que não permitir que nada além da semelhança de Deus permaneça em nosso pensamento, é o mesmo que nos tornar receptivos à Verdade sempre presente, e ao Amor onipotente, os quais são sinônimos bíblicos para Deus. A semelhança de Deus jamais pode ser fisicamente dilacerada; Deus é o Espírito divino, imutável e invulnerável. Somos feitos à semelhança de Deus; não somos a semelhança de algo mortal.

Pareceu-me natural permitir, calma e serenamente, que esse fato espiritual se estabelecesse solidamente em minha consciência. Comecei a realmente desfrutar do repouso na presença divina, reconhecendo que não somos mortais e vulneráveis, mas sim a expressão individual da semelhança de Deus, espiritual e completa.

Logo fiquei completamente curado. Não perdi um dia sequer de trabalho, e pude continuar fazendo tudo o que se esperava de mim.

Todos podemos nos permitir amar a Deus, fazendo uma pausa e discernindo nossa natureza espiritual. É possível aquietar-nos por um momento e nos permitir sentir mais gratidão por nossa perfeição espiritual. Em nossas orações, podemos consentir que permaneça à vanguarda de nossos pensamentos a inspiração vinda do Amor divino. É isso o que significa “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus…”, conforme diz a Bíblia (Salmos 46:10).

Quando conscientemente permitimos que nossos pensamentos sejam transformados pela Verdade divina, toda a nossa perspectiva — tudo o que pensamos e sentimos profundamente — é purificado. O medo diminui à medida que deixamos aumentar nossa consciência de que tudo é espiritual. Consciência de quê? Da autoridade de Deus, da onipresença de Deus, e de nossa inestimável identidade como a semelhança de Deus. Essa identidade é luminosa, inteiramente boa e absolutamente permanente.

“A purificação do senso humano e do ego é uma prova de progresso”, explica o livro Ciência e Saúde (p. 324). Deus está sempre presente para purificar nossos pensamentos e nos dar poder para vivermos mais completamente nossa verdadeira natureza como a semelhança de Deus. E, quando optamos por essa maneira de pensar, não apenas podemos permitir que essa influência divina nos transforme — mas podemos também ficar na expectativa de receber essa influência.

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A Missão dO Arauto da Ciência Cristã 

“...anunciar a atividade e disponibilidade universal da Verdade...”

Mary Baker Eddy, The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos], p. 353

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