Eu sou enfermeiro da Ciência Cristã e oro diariamente, reconhecendo a mim mesmo, meus colegas de trabalho e os pacientes que atendo, como a imagem e semelhança de Deus (ver Gênesis 1:26, 27). Cada um de nós reflete as qualidades de nosso Criador, o Espírito divino, por isso, na realidade, somos espirituais, perfeitos e completos como Deus é.
No ano passado, percebi um caroço em meu pulso. Embora este não interferisse com minhas atividades, eu desejava muito curá-lo e decidi orar sozinho. No entanto, nos meses seguintes, não ocorreu nenhuma mudança.
Quando comentei o caso com minha mãe, ela lembrou-me de que Mary Baker Eddy faz a seguinte recomendação, no livro-texto da Ciência Cristã: “Se os alunos não se curam rapidamente, devem recorrer logo a um Cientista Cristão experiente para ajudá-los. Se relutam em fazer isso para o próprio bem, basta que saibam que o erro não pode produzir essa relutância desnatural” (Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, p. 420).
Na mesma época, eu também estava tentando superar a relutância em pedir ajuda a meus colegas de trabalho, no atendimento que prestava aos pacientes. Seguindo o conselho de minha mãe, pedi a um praticista da Ciência Cristã que orasse comigo sobre as duas questões. Conversamos sobre as qualidades que eu naturalmente expresso como reflexo espiritual de Deus, inclusive saúde e humildade.
Li um artigo no The Christian Science Journal, o qual me tocou profundamente. O artigo também foi publicado nO Arauto da Ciência Cristã de dezembro de 1973, sob o título “O Espírito é substância, não a matéria”, de Ralph E. Wagers. Esse artigo ampliou minha compreensão sobre a inteireza do homem como reflexo do Espírito. Nos dias que se seguiram, refleti profundamente sobre o que significa viver em um universo espiritual, repleto de ideias indestrutíveis da Mente infinita, Deus.
Poucos dias depois, visitei o Parque Nacional Yosemite, na Califórnia. Sua beleza natural me fez lembrar das verdades espirituais sobre as quais eu havia lido no artigo. Ficar tão consciente das qualidades de Deus, expressas na natureza, mudou tudo. A preocupação com meu corpo desapareceu completamente. Durante uma caminhada para ver uma cachoeira, por acaso olhei para meu pulso e notei que estava liso, sem nenhum vestígio do caroço que estivera ali por meses. Fiquei radiante e muito grato por essa cura.
Compreendi que, em minhas orações iniciais, eu havia assumido uma postura obstinada de que deveria ser capaz de curar o problema sem ajuda. Estava focado no que achava que eu deveria demonstrar como bom metafísico e enfermeiro da Ciência Cristã. Estava envolvido por um senso pessoal de ego. Mas quando tirei o ego do caminho e humildemente submeti minha vontade à de Deus, pude melhor contemplar o universo espiritual de Sua criação, e isso conduziu à cura.
John Challenger
Irvine, Califórnia, EUA
