No início do casamento, tive dificuldade para engravidar. Meu marido e eu desejávamos muito ter um filho, e orávamos reconhecendo que a concepção consistia em sermos receptivos à orientação de Deus e à Sua provisão amorosa, e não se tratava de desejar uma “miniatura de nós dois”. Depois de dois anos, porém, eu ainda não havia engravidado. Os exames clínicos indicaram deformidade em 99,9 por cento dos espermatozoides de meu marido. Lembro-me dele, olhando para aquele pequeno pedaço de papel com o deprimente resultado. Ele ficou em silêncio por um longo tempo, e então disse: “Basta um”. Naquele momento tivemos esperança.
A Descobridora da Ciência Cristã, Mary Baker Eddy, explica a natureza errônea da matéria com a seguinte declaração: “É apenas a falta de compreensão a respeito do fato de que Deus é Tudo que te leva a crer que a matéria exista, ou que ela possa formar as suas próprias condições, contrárias à lei do Espírito” (Rudimentos da Ciência Divina, pp. 10–11). O comentário de meu marido refletia a atitude mental de que as condições materiais não nos limitavam.
Algum tempo depois, naquele mesmo ano, devido às exigências de meu trabalho, tivemos de nos mudar para o outro lado do país. Eu estava muito apreensiva por deixar para trás pessoas e cargos na igreja que eu amava muito. Foi quando li o relato em que Jesus alimenta cinco mil pessoas com o que parecia ser uma quantidade muito limitada de comida. Observei que Jesus havia dado graças, antes de começar a distribuir o alimento à multidão, e todos, sem exceção, ficaram satisfeitos.
A ideia de agradecer pelo suprimento, antes mesmo de este se manifestar, trouxe-me um novo discernimento. Ao ponderar profundamente sobre isso, percebi que eu poderia fazer o mesmo. No entanto, para isso, eu precisava confiar mais no fato de que Deus é o Amor e de que Ele sempre provê Seus filhos amados de todo o bem.
Durante o período da mudança, li o Evangelho de Lucas, o qual inclui a história da concepção de Jesus por Maria. O relato diz que Maria compreende que não precisa temer, porque ela é abençoada e “muito favorecida” por Deus (ver Lucas 1:28). A Sra. Eddy escreve: “A iluminação do senso espiritual de Maria reduziu a silêncio a lei material e sua ordem de geração, e fez nascer seu filho pela revelação da Verdade, demonstrando que Deus é o Pai dos homens. O Espírito Santo, o Espírito divino, envolveu o senso puro da Virgem-mãe com o pleno reconhecimento de que o existir é o Espírito. O Cristo esteve perpetuamente como ideia no seio de Deus, o Princípio divino do homem Jesus, e a mulher percebeu essa ideia espiritual, se bem que de começo tenuemente desenvolvida” (Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, p. 29).
Esse relato me mostrou que a concepção em Maria foi o resultado de uma profunda proximidade espiritual com Deus. Também lemos em Ciência e Saúde: “Por certo, na Ciência Cristã a reprodução das ideias individuais do Espírito é somente o reflexo do poder criador do Princípio divino daquelas ideias” (pp. 302–303). De imediato, a concepção tornou-se algo simples para mim. Não se tratava de um mistério relacionado à contagem de espermatozoides e ao esforço humano, mas à necessidade de meu marido e eu refletirmos mais claramente o poder criador de Deus. De repente, eu me senti livre da preocupação de engravidar.
Não muito tempo depois da mudança de cidade, descobrimos que estávamos esperando um filho. Além disso, fomos abençoados com novos amigos, que também esperavam o nascimento de filhos para a mesma época, o que aumentou nossa alegria.
Serei eternamente grata por esse vislumbre do amor sempre presente de Deus e de Seu poder criador, que resultou na cura da infertilidade. Não ocorreram mais atrasos nem obstáculos para eu engravidar, nossa família cresceu e hoje temos três filhos. Para nós, cada gravidez foi a demonstração de nossa crescente compreensão do conceito correto de concepção, fundamentada no Amor divino.
Alexandra Ziesler
Park City, Utah, EUA
