O jovem sentado na camioneta, à beira do lago, fixava longe o olhar, quando dele me acerquei, de bicicleta. Eu estava procurando pássaros com o fito apenas de observá-los ao natural. Perguntei-lhe se havia visto alguma das grandes garças azuis que, segundo fora informada, haviam feito ninho naquelas paragens.
Olhei para dentro da janela do carro e notei o livro que o jovem tinha sobre os joelhos, a Bíblia, aberta nos "Atos dos Apóstolos". "Veja só," exclamei, "você está lendo meu livro preferido!" Pedi desculpas por importuná-lo. Ele sorriu e mostrou que se alegrava em conversar. Contou-me que tentava memorizar o que lia, com o objetivo de lembrar o que Jesus aconselhara que seus discípulos fizessem.
Comentei que admirava sua tenacidade e seu amor pela Palavra de Deus, mas que a mim esse livro em particular atraía, não tanto pelas palavras do texto, quanto pela extraordinária vitalidade das ações dos discípulos, depois de terem sido testemunhas oculares da ressurreição de seu Mestre. A igreja cristã que emergia está ali descrita claramente em toda a sua simplicidade e dedicação — uma leva de homens e mulheres devotados totalmente a propagar os ensinamentos de Jesus, realizando, de fato, as maravilhosas obras de cura que ele lhes ordenara.
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