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Original para a Internet

Para jovens

O que os noticiários não divulgam

Da edição de julho de 2020 dO Arauto da Ciência Cristã

Publicado anteriormente como um original para a Internet em 11 de maio de 2020.


Estão transmitindo o medo ao vivo, pensei, após ver o noticiário no meu celular. De dez das principais matérias publicadas on-line, nove eram sobre o coronavírus. Todas as redes na Internet estavam divulgando notícias com as estatísticas mais recentes, modos de nos proteger, quem faz parte dos grupos de risco etc. Senti como se o medo estivesse começando a envolver com seus tentáculos o meu pensamento. O que fazer? Lavar frequentemente as mãos? Estocar comida? Ficar em casa?

É importante manter-nos atualizados com as notícias diárias, pois não queremos ignorar o que está ocorrendo. Mas checar compulsivamente nossas fontes de informação a cada minuto não ajuda, quando estão disseminando o medo e o pânico.

Aliás, um artigo que eu li dizia: “As pessoas deveriam… limitar sua atenção à mídia, afirmam os especialistas. Elas aconselham a não ficar obsessivamente pensando no surto da doença” (Alia E. Dastagir, The facts on coronavirus aren’t all scary. So why so much fear? [Os dados sobre o coronavírus não são todos assustadores. Então, por que tanto medo?], usatoday.com, 12 de março de 2020). 

Comentários semelhantes a esse, e minha própria experiência de vida, deixam claro para mim a importância de decidirmos o caminho a tomar, com relação à informação que recebemos. Podemos optar pelo caminho do medo, do desânimo e do desespero, ou, em vez disso, podemos nos decidir pela expectativa do bem.  

Voltar-nos para uma direção mais animadora é mais do que mero otimismo. Nos ensinamentos da Ciência Cristã, aprendi que nossa confiança está em reconhecer que Deus é o bem, é supremo, e é também todo o poder. Assim, a escolha por voltarmos nossos pensamentos em direção ao bem se baseia na verdade espiritual que lhe serve de fundamento.   

Às vezes é difícil escolher o bem, porque os pensamentos negativos são muitos e opressivos. Mas nesses momentos encontro ajuda nas seguintes palavras de Mary Baker Eddy: “Sabei, então, que vós possuís poder soberano para pensar e agir corretamente, e que nada pode despojar-vos dessa herança e cometer uma transgressão contra o Amor” (Pulpit and Press [Púlpito e Imprensa], p. 3). Temos a capacidade de fazer isso porque esse poder não é propriedade nossa, mas vem de Deus, o Amor divino.    

O medo, por exemplo, é um pensamento negativo, como o receio pelas pessoas classificadas na categoria de “alto risco” quanto ao coronavírus. Esse medo surge sem ter sido convidado. Mas temos o direito de fazer alguma coisa com relação a isso. Podemos orar. Cada um de acordo com sua própria inspiração, mas quanto a mim, o que ajuda é pensar na onipotência, onisciência, onipresença e oniação de Deus. Empenho-me durante bastante tempo em busca de reconhecer que cada uma dessas expressões da Vida, que é Deus, é verdadeira e atuante. Quando alcanço essa compreensão com clareza, percebo que não existe nada a temer. E a seguir, o resultado é tangível e visível.

Passei por uma situação em que me dei conta disso, quando um incêndio florestal foi crescendo incontrolavelmente na área em que moro. Fiquei grudada nos noticiários e nos dados mais atualizados, que mostravam imagens pavorosas das chamas que avançavam. Eu saía todo o tempo para checar como estava a fumaça fora de casa. Pode-se até pensar: Claro, esse tipo de reação faz sentido. Eu necessitava desse tipo de informação para me sentir segura, certo? 

Mas, durante essa experiência, aprendi algo sobre o tipo de informação necessária para eu me sentir protegida. Após alguns dias sentindo medo, dei-me conta subitamente de que eu podia escolher entre ficar obcecada pela informação hipnótica e toda aquela sensação de medo, ou poderia colocar meus pensamentos em outro lugar. Ao abrir meu pensar para a perspectiva de Deus, instantaneamente fui elevada a um lugar inteiramente diferente, o lugar da gratidão, o lugar da absoluta convicção de que Deus estava cuidando de todas as pessoas envolvidas naquela situação. 

Depois disso, de vez em quando acontecia de eu dar uma olhada no noticiário durante as semanas seguintes, apenas para checar os dados básicos do que estava acontecendo. Mas eu não estava contando com as informações para conseguir me sentir melhor, e elas não me faziam sentir pior.   

Sei que muitos outros também estavam orando devido ao incêndio, e eis o que aconteceu: em vez da perda de milhares de casas, como se esperava, menos de 20 pegaram fogo, e todas eram apenas frágeis cabanas de fim de semana, no vale onde o fogo tivera início. Todos os residentes permaneceram ilesos.

É muito importante enfrentar os pensamentos à medida que eles nos ocorrem. Mas existe algo ainda mais poderoso, que todos podemos fazer, mesmo antes de checar o noticiário ou a Internet: é saber que Deus está no governo do universo, Deus está no controle de nossa vida, Deus é o verdadeiro poder. Assim estamos colocando a Deus em primeiro lugar, e quando recorremos primeiro a Deus, não apenas nos sentimos mais em paz, mas também somos postos na posição de contribuir para que apareça a solução do problema.

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A Missão dO Arauto

Quando Mary Baker Eddy estabeleceu O Arauto em 1903, ela disse que sua missão era a de "anunciar a atividade e a disponibilidade universal da Verdade" (The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany, p. 353).

O Arauto registra, em suas páginas, a transformação que ocorre na vida de muita gente e mostra que cada um de nós pode chegar à Verdade.

Que alegria pensar que o efeito da Verdade atua na consciência humana, trazendo cura e renovação! Nosso Mestre, Cristo Jesus, nos prometeu algo que de fato está se cumprindo: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32).

Cyril Rakhmanoff, O Arauto da Ciência Cristã, edição de julho de 1998
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