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Original para a Internet

Encontrei o genuíno coleguismo

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 6 de setembro de 2021


Trabalhar com as crianças de uma comunidade, em um programa de leitura após o horário da escola, foi uma ótima experiência, repleta de interações de cordialidade e de uma extraordinária diversidade de participantes e funcionários. Mas houve um relacionamento, em especial, que se destacou, pois mostrou como encontrar um coleguismo cordial após um início frígido.

Havia uma pessoa por quem eu tinha grande respeito, por seus muitos anos de dedicação a esse programa. Mas desde o início houve uma falta de entrosamento entre nós. Vínhamos de origens muito diferentes, e eu tinha a tendência a me sentir insegura perto dela, eu não tinha a certeza do que dizer ou de como me relacionar. Também éramos de diferentes raças e eu me preocupava profundamente, temendo que esse contexto de relacionamentos raciais do passado e do presente em nosso país pudesse nos impedir de ter um genuíno coleguismo.

Minha maneira de lidar com essa situação era me manter discreta e tentar evitar cruzar com ela. Mas isso de modo algum parecia certo. Felizmente, afinal me ocorreu que esse relacionamento merecia que eu orasse da maneira mais sincera que eu pudesse, para ter uma perspectiva mais semelhante à de Deus, ou seja, a perspectiva que cura toda espécie de divisões.

Quando comecei a orar, veio-me este pensamento: “Pare de se preocupar com suas próprias inquietações e ocupe-se em ser afetuosa!” Esse foi um chamado a despertar. A Bíblia nos encoraja com este mandamento: “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros” (Romanos 12:10). Eu estivera tão absorta na minha insegurança, que ficara incapaz de aceitar com alegria o vínculo que nos unia, por sermos filhas de Deus, que é o Amor puro e infinito.

Estou aprendendo, com meu estudo da Ciência Cristã, que além de uma definição humana a nosso próprio respeito, nossa identidade está mais profundamente arraigada na natureza do infinito amor de nosso divino Criador. Por isso, para de fato amar-nos uns aos outros no sentido mais elevado, temos de reconhecer a identidade de todos como verdadeiramente originada em Deus.

Compreender, mediante a oração, que somos inseparáveis do Amor divino, nos liberta das inseguranças e do medo que impediriam nossa liberdade para manifestar aos outros o amor que Deus expressa em todos. Gosto muito especialmente deste verso de um hino do Hinário da Ciência Cristã, o qual nos transmite essa ideia:

Embora o medo possa nos afastar e dividir,

    Podemos dissolvê-lo pelo amor.

Somos todos irmãos, unidos uns aos outros,

    Somos um com nosso Pai celestial.

(Mindy Jostyn, Hino 524, trad. © CSBD)

Comecei a sentir uma afinidade derivada de Deus, em relação a essa colega, ao ver além dos parâmetros humanos de nossa identidade, e passei a vislumbrar a luz do amor de Deus, resplandecendo em nós e em nossas atividades. Por exemplo, fiquei profundamente grata pelo modo generoso com que ela incentivava os adolescentes a ficarem na escola e a darem valor ao ensino que recebiam.

Na semana seguinte, quando entrei pela porta da frente do local, lá estava ela. Antes que eu dissesse algo, ela, com alegria, me deu as boas-vindas, chamando-me desde o outro lado da sala: “Oi Lisa”. Isso nunca tinha acontecido antes. Ainda estou perplexa por ver como, depois disso, com naturalidade surgiu entre nós um coleguismo mais sincero.

“O amor enriquece o caráter, engrandecendo-o, purificando-o e elevando-o” (p. 57). Essa afirmação do livrotexto da Ciência Cristã, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, escrito por Mary Baker Eddy, sintetiza muito o que transformou meu sentimento, do fundo do coração, e curou nosso relacionamento.

Esse é um singelo exemplo. No entanto, quanto mais permitirmos que o amor todo-abrangente e totalmente definido por Deus determine como interagir e ser cordiais uns aos outros, tanto mais constataremos que esse amor conduz ao caminho da cura e da reconciliação neste nosso vasto mundo.

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“...para anunciar a atividade e disponibilidade universal da Verdade...”

— Mary Baker Eddy, The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany p. 353 [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos]

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