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Original para a Internet

Vivemos na era da pós-verdade?

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 29 de novembro de 2021


Há rumores de que estamos vivendo na era da pós-verdade. Pós-verdade é definida como “relacionada ou que denota circunstâncias em que os fatos objetivos exercem menos influência para moldar a opinião pública do que os apelos emocionais e as crenças pessoais” (lexicom.com). Embora essa possa ser uma descrição adequada do que parece estar acontecendo na arena política atual, eu não usaria o termo pós-verdade para descrever o mundo em que de fato vivemos. E digo o porquê:

Como Cientista Cristão, tenho grande estima pela Verdade — com V maiúsculo — não como uma representação frequentemente subjetiva dos fatos, mas como um sinônimo de Deus; como aquilo que, por sua própria natureza, é infalível e invariável, inteiramente bom, totalmente puro; como algo em que posso confiar sem questionar e sabendo que vai agir, sem falta; como aquilo que, mesmo diante de alguma resistência, mais cedo ou mais tarde encontra uma maneira de se fazer sentir presente em minha vida.

Então, quando ouço o termo pós-verdade (o qual traduzo como “pós-Verdade”), acabo ouvindo “pós-Deus” e, independentemente de nossa política, tenho a certeza de que muitos concordam comigo quando digo que não vivemos em um mundo sem Deus.

Não significa que não tenha havido alguma ocasião em que eu tenha sido levado a acreditar no contrário. Aliás, em novembro do ano passado, alguns dias antes das eleições presidenciais nos Estados Unidos, precisei voltar-me em oração justamente devido a uma situação como essa.

Foi logo após o jantar, quando tive uma forte dor de estômago e a única coisa que consegui fazer foi me deitar e enviar uma mensagem de texto a um amigo pedindo-lhe ajuda por meio da oração. Enquanto esperava pela resposta, abri a Bíblia, de maneira completamente aleatória, e li: “…Que tens agora? …” (Isaías 22:1).

Em um primeiro momento, pensei: “Como assim ‘Que tens agora?’ Estou com dor de estômago”. Mas então percebi que a pergunta era realmente de grande importância. E tive de admitir que, naquele momento, pouco antes das eleições, o que mais me afligia era a noção de que estava vivendo no mundo da pós-Verdade — um mundo em que o Deus que eu conhecia como infinitamente bom não era confiável, um mundo em que eu não podia confiar nos outros, um mundo que parecia estar afundando em um mar de desconfiança e medo.

Voltando novamente o olhar para a Bíblia, li: “Dura visão me foi anunciada… Pelo que os meus lombos estão cheios de dor” (Isaías 21:2, 3, conforme a Bíblia em inglês, versão King James).

Eu não conseguiria encontrar uma maneira melhor de descrever a situação!

Essa conexão entre o que deixamos entrar no pensamento e nosso bem-estar físico é fundamental para a prática da Ciência Cristã. O importante, no entanto, não é assegurar pensamentos positivos, mas sim permitir que nossos pensamentos sejam governados por Deus — a Mente divina, o Amor divino. (Observe que Mente e Amor escritos com inicial maiúscula, como na palavra Verdade, são usados na Ciência Cristã como sinônimos de Deus.)

“Para sermos imortais, temos de abandonar o senso mortal das coisas, volver-nos da mentira da crença errônea para a Verdade, e colher da Mente divina os fatos sobre o existir”, escreve Mary Baker Eddy, a Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã, em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras. O trecho continua: “O corpo melhora sob o mesmo regime que espiritualiza o pensamento; e se a saúde não se manifesta sob esse regime, isso prova que o medo está governando o corpo” (p. 370).

Ao voltar-nos à Verdade com V maiúsculo, estamos nos voltando a Deus, não apenas a uma ideia abstrata da verdade, sujeita aos caprichos da interpretação pessoal. Estamos nos voltando àquilo que se apresenta e se perpetua em qualidades como honestidade, integridade e assim por diante. E quando, em oração, persistimos em afirmar a presença e a totalidade do poder da Verdade, conseguimos nos livrar da crença desanimadora e às vezes debilitante de viver em um mundo — ou viver uma vida — desprovida da Verdade, desprovida de Deus, desprovida da harmonia física e mental que é universal e divinamente concedida.

Então, o que fazer quando somos bombardeados dia após dia com o que parece ser tudo menos a verdade, principalmente no que diz respeito à política? quando constatamos que é quase impossível manter uma conversa com alguém cuja opinião sobre a verdade não esteja de acordo com a nossa?

Em primeiro lugar, precisamos reconhecer e estar dispostos a invocar nossa capacidade inata de ver em nós e nos outros a mesma expressão da Verdade, a mesma honestidade e integridade dadas por Deus, as quais Cristo Jesus via em todos. Quando assim fazemos, a cura acontece. E não apenas para nós, mas para a sociedade como um todo.

“…Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo”, disse Jesus, “a fim de dar testemunho da verdade” (João 18:37). Essa é uma lembrança para todos nós, da importância de distinguir entre o que é e o que não é verdade a respeito de Deus e de Sua amada criação, e de reconhecer que cada um de nós reflete a pureza e a constância da própria Verdade.

Embora eu não me lembre exatamente do que meu amigo disse em sua resposta à minha mensagem de texto, lembro, depois de lê-la, de ficar mais confiante na minha capacidade de seguir o exemplo de Jesus, pelo menos em pequena medida. Eu podia confiar em que Deus é Deus, confiar em que os outros são o que Deus os criou para ser; compreender que toda a presença e todo o poder da Verdade não deixam espaço para a desconfiança e o medo.

Do ponto de vista físico, a melhora foi imediata. Em pouco tempo eu estava livre da dor. E o melhor de tudo foi o que passei a compreender: que apesar do rumor de que vivemos na era da pós-verdade, a Verdade continua a reinar suprema e, quando recorremos à Verdade em oração, continuamos com a garantia da saúde e da harmonia ao alcance de todos.

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“...para anunciar a atividade e disponibilidade universal da Verdade...”

— Mary Baker Eddy, The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany p. 353 [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos]

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