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Original para a Internet

Como orar pelo futuro da humanidade?

Da edição de janeiro de 2021 dO Arauto da Ciência Cristã

Publicado anteriormente como um original para a Internet em 19 de outubro de 2020.


Certamente não podemos aceitar, com indiferença, essa inédita convergência de graves dificuldades que a humanidade vem enfrentando. Mas já passamos por outras ameaças globais e sobrevivemos. Os perigos de uma incontrolável superpopulação e de um cataclismo nuclear, muito presentes em minha infância e juventude, nos anos 60 e 70, não se concretizaram. Alguns fatores — como o acesso a alimentos, níveis de violência e outros — em vez de piorar, acabaram tendo considerável melhoria no todo.

Recentemente, mencionei esses momentos da história a uma colega mais jovem e isso lhe causou grande impacto. A partir daí, ela diz: “Eu não me deixo mais levar pelo desespero, nem fico sem ação, como antes acontecia, quando eu lia algo relacionado às mudanças climáticas, porque o feitiço, por assim dizer, foi quebrado”. 

Quebrar o “feitiço” de que minha colega fala é muito mais do que se libertar da sensação de desespero e entorpecimento mental. O fato de que os presságios de outra época, sobre problemas "novos" e “sem solução" não tenham se concretizado, a fizeram perceber que no fundo havia um pensamento errôneo por trás daquela sensação — o medo de que os problemas pudessem de fato não ter solução. Como Cientista Cristã, acostumada a se apoiar na Mente divina, Deus, para curar o medo em sua própria vida, ela reconheceu que a sugestão de não haver solução era um argumento da mentalidade material opositora — a mente carnal ou mortal, que a Bíblia define como “inimizade contra Deus” (Romanos 8:7). 

Na realidade, visto que Deus é a Mente divina e essa Mente é infinita, é Tudo, não existe nenhum elemento opositor na inteligência infinita do bem. A mente mortal não tem inteligência, é a mentira de que haja uma presença ou um poder oposto a Deus. Com base nisso, podemos determinar que as afirmações da mente carnal são infundadas. Embora possam parecer novos os problemas aos quais os argumentos da mente mortal estão hoje associados, podemos orar para ver que os argumentos em si estão longe de ser novos. E, o mais importante, ver que estão longe de ser verdadeiros. Como minha colega, podemos nos sentir fortalecidos para identificá-los e derrotá-los, por não pertencerem ao nosso verdadeiro pensar, que tem origem na Mente infinita. Com isso, podemos confiar cada vez mais em que é possível identificar, e subjugar como infundados, todos os argumentos inimigos de Deus, o bem.

Esse tipo de mudança no pensamento não significa simplesmente trocar uma inquietude por uma consciência mais calma. É o despertar espiritual para compreender a Deus como a única Mente, que ilumina as verdadeiras qualidades espirituais de todos nós, tais como esperança, alegria, persistência e sabedoria. Cultivar essas qualidades nos protege de aceitar os ilusórios argumentos da mente carnal de que precisamos entrar em desespero. Também liberta nosso coração e nossa mente para percebermos e implementarmos as ideias inspiradas necessárias para ajudar a humanidade a usufruir de um futuro melhor.

Mas a Mente é muito mais do que uma fonte de melhores motivos e ações, por mais necessários que estes sejam. Os pensamentos que emanam da Mente se manifestam em nós como a semelhança do Cristo, a espiritualidade mais claramente vista no bem praticado por Jesus. Entregar-nos em certo grau a esse caráter do Cristo, com momentos de inspiração ou períodos de persistência, leva a revelações espirituais que invertem o efeito do mal em nossa vida — como aconteceu, não apenas nas curas de Jesus, mas em todas as experiências transformadoras registradas ao longo da Bíblia. Embora muitos considerem esses relatos como fábulas ou “milagres”, eles são de fato provas de algo muito verdadeiro e consistente. Evidenciam a Ciência do existir, uma compreensão mais elevada e uma prova do que realmente somos. Nós verdadeiramente coexistimos com Deus, no universo espiritual da natureza divina, e esse universo é inteiramente bom. 

Tal conhecimento é prático. O principal escrito de Mary Baker Eddy sobre essa Ciência, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, explica a relação dessa realidade ideal com a experiência humana. Usando o termo homem em seu significado genérico, ela escreve: “O controle da Mente sobre o universo, que inclui o homem, já não é uma questão a discutir e sim uma Ciência demonstrável” (p. 171). 

Uma Ciência demonstrável é aquela que pode ser comprovada. E, embora talvez não sejamos capazes de provar o controle universal da Mente de uma vez por todas, podemos começar comprovando-o em nossa própria vida, como ilustra um emocionante relato do Sentinel, na edição de 12 de outubro de 2020. Nela lemos como o fato de encontrar a Ciência Cristã libertou uma jovem chinesa de um antigo medo que tinha de doença e morte. Ela escreve: “Achava que nós, seres humanos, fôssemos 100% materiais, o que significava que precisávamos cuidar bem do corpo físico, fazendo regularmente algo físico ou por meio da medicina para manter nosso bem-estar… Hoje sei que não precisamos ser escravos da doença; temos o direito divino de refutar a doença e o pecado!” (Spring Sun, “I have found God’s abundant love” [Encontrei o amor abundante de Deus]).

Como ela, todos nós podemos aprender a respeito de nossa verdadeira identidade como filhos espirituais de Deus, demonstravelmente governados por Deus. Em silenciosa oração persistente, podemos alcançar a verdadeira percepção espiritual de nós mesmos e dos outros, e a ela entregar nosso coração. Podemos perceber e refutar todo pensamento material que sugira a ausência do suave controle infinito da Mente. Podemos resistir “à tentação de crer que a matéria seja inteligente e que tenha sensação ou poder” (Ciência e Saúde, p. 218). 

A influência sanadora da resistência espiritual frente à visão mundana e material faz com que desapareça o medo decorrente do ponto de vista material. Visto que nos beneficiamos desse impacto em nossa própria vida, é natural que ampliemos o alcance de nossas orações para envolver toda a humanidade, enfrentando o medo coletivo quanto ao futuro. A força que o medo exerce sobre a consciência humana coletiva diminui, quando qualquer um de nós realmente adquire a convicção de que o controle benigno, todo-poderoso e ilimitado de Deus não é uma questão em aberto, mas é realmente uma Ciência espiritual, prática e comprovável. Pense no impacto que isso terá na humanidade se todos nós fizermos isso regularmente! Teremos um futuro no qual a Ciência divina do existir — a harmonia, a unidade, a abundância e a pureza que constituem nossa realidade divina — será cada vez mais demonstrada.

Tony Lobl
Redator-Adjunto

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— Mary Baker Eddy, The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany p. 353 [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos]

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