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Qualquer pessoa que alguma vez tenha assistido a uma novela na TV, talvez conclua que a civilidade na vida moderna tenha chegado quase ao ponto de parecer antiquada. No mundo da TV, adolescentes insultam uns aos outros e a seus infelizes pais.
Quando a oração não traz nenhum efeito positivo visível e, de acordo com os resultados, talvez tenha aumentado os temores de alguns pacientes, é a oração ou os métodos de pesquisa que precisam melhorar? Recentemente publicado no "American Heart Journal" (Diário Americano do Coração), a pesquisa "Study of the Therapeutic Effects of Intercessory Prayer", ou STEP [Estudo dos Efeitos Terapêuticos da Oração lntercessória], tem gerado perguntas e comentários sobre a eficácia da oração como um agente na cura. O estudo sobre pacientes que passaram por cirurgias cardíacas mostrou que aqueles que receberam orações de terceiros, de uma denominação protestante do estado do Missouri chamada "Silent Unity" (Unidade Silenciosa) e de duas congregações católico-romanas, apresentaram um pouco mais de complicações médicas do que aqueles pacientes que não receberam nenhuma oração das congregações envolvidas.
Muitos, hoje em dia, aplaudem a integridade nos outros, reclamam que as empresas e os governos deveriam fazer maior uso dela e buscam exemplos que possam ser seguidos, a fim de ajudar a assegurar o êxito na vida de seus filhos. Quando até a pessoa mais brilhante deixa de manter padrões éticos, os resultados podem ser devastadores, incluindo a corrosão da necessidade fundamental da sociedade de confiar na supremacia do bem.
Criar uma sociedade fundamentada na confiança, ao invés de no medo e na cólera que, freqüentemente, parecem predominar no mundo, talvez soe como uma espécie de utopia ou algo inatingível. Em uma época em que, como já aconteceu nos Estados Unidos, crianças de seis anos podem ser acusadas de assédio sexual, pessoas inocentes são usadas como reféns, políticos e executivos estão abertamente sob suspeita, é compreensível que nossa primeira reação a tais acontecimentos seja de desconfiança e expectativa do pior.
Foram incontáveis as orações e súplicas sucessivas, as mensagens de apoio e lágrimas de ansiedade derramadas por Jill Carroll, ao longo dos últimos três meses. No dia 30 de março, derramamos lágrimas de júbilo por sua libertação.
As grandes árvores de tília, em frente ao nosso prédio, já estão há vários meses sem folhas. Ao passar por elas, talvez percebamos apenas um cenário sem cores, representando a latência da vegetação durante o inverno.
Certa noite eu dirigia pela estrada que vai de Paris a Berlim. Uma espessa neblina cobria toda a estrada e meu carro atingiu um lençol de gelo e derrapou.
O início do ano traz a promessa de um novo começo e de um amanhã melhor. “Este ano, com certeza.
Dizer que as pessoas precisam dar um tempo para reconhecer que estão vivendo em uma época de insegurança, não soa apenas como um clichê, é um comentário superficial. É só olhar ao redor: furacões, guerras, conflitos políticos, preço alto dos combustíveis, violência urbana, ataques terroristas ao redor do mundo.
Uma canção de sucesso dos anos 60 começa assim: “O que o mundo precisa agora é de amor, do doce amor”. Hoje, mais de 40 anos depois, talvez pudéssemos cantar: “O que o mundo precisa agora — mais do que nunca — é de amor, do doce amor”.