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Original para a Internet

Para quem você trabalha?

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 24 de setembro de 2020


Por ser escritora freelance e estar criando um filho sozinha, eu vivia quase sempre preocupada com minha situação financeira. Mesmo durante os breves períodos em que tive trabalho fixo, eu nunca parecia ganhar o suficiente. Mas uma importante pergunta mudou minha maneira de ver a fonte do meu suprimento, e elevou meu pensamento. 

Certo dia, eu estava mais uma vez tentando ver como iria conseguir pagar as contas. Comecei a analisar o cadastro dos clientes em potencial e dos atuais, pensando em como poderia gerar mais renda. De repente, a pergunta: “Para quem você trabalha?”, despertou minha atenção. A resposta era clara. “Eu trabalho para Deus.” Senti-me de repente livre da ansiedade. Mas o que significa “trabalhar para Deus”?

A vida de Cristo Jesus explica como responder a essa pergunta, e serve de exemplo para cada um de nós. Geralmente denominado, na Ciência Cristã, como “aquele que mostra o caminho”, Jesus foi o “empregado” ideal. Ele provou, em tudo o que dizia e fazia, que trabalhava para Deus. Ele ouvia a voz de Deus e sempre Lhe obedecia e O glorificava. Amava-O supremamente e servia-O, amando e curando os filhos de Deus. E Jesus não reconhecia qualquer poder, presença ou fonte que não fosse Deus.

Como Filho de Deus, a confiança e a fé de Jesus no bem imparcial e universal, sempre presente, eram inabaláveis. Ele compreendia qual é o verdadeiro suprimento e de onde ele vem, e isso lhe permitia provar que o suprimento infinito está ao alcance de todos, a todo momento.

Por exemplo, ele alimentou milhares de pessoas apenas com alguns pães e peixes. As pessoas vinham até ele em busca de cura, e tudo aquilo que aparentemente estivesse faltando — desde saúde e alimento até dinheiro para os impostos — aparecia, porque Jesus sabia que Deus satisfaz a todas as necessidades. 

Jesus esperava que Deus satisfizesse a todas as necessidades.

Percebi que eu poderia esperar que Deus, meu “empregador”, satisfizesse as minhas necessidades. Em vez de tentar resolver as coisas por mim mesma, avaliando ansiosamente as opções que eu tinha ou não tinha, meu pensamento voltou-se diretamente para Deus, o bem, sem desvios. Percebi que, como eu trabalho para Deus, meu suprimento depende única e exclusivamente dEle, o Amor infinito sempre presente. Isso significava que Deus, a Mente divina criativa, estava me dando as boas ideias e oportunidades para eu colocar em prática — juntamente com o amor, a obediência e a graça de que precisava, não apenas para prosperar, mas também para ajudar outras pessoas. O suprimento infinito, ininterrupto, incondicional e sempre presente do bem de Deus já estava ali à disposição. Esse suprimento é imparcial e está ao nosso alcance em todo e qualquer momento. Que animador!

Também percebi que meu suprimento não estava sujeito a fatores materiais nem às circunstâncias do mundo, como previsões econômicas e outras condições restritivas. Nem um único conceito mundano de suprimento apoia os ensinamentos de Cristo Jesus, nem combina com a afirmação correlata de Mary Baker Eddy, que encontramos em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras: “O Amor divino sempre satisfez e sempre satisfará a toda necessidade humana” (p. 494). 

Aqui está uma lição que aprendi: não deveríamos ficar surpresos se, no início, essas verdades espirituais nos parecessem desconcertantes, e nos sentíssemos céticos ou até mesmo irritados. (Já passei por isso.) Nossa visão está mudando, saindo de um senso temeroso, limitado, vacilante e material de suprimento, para uma visão espiritual ilimitada. Podemos nos ater à visão espiritual e insistir em que trabalhamos unicamente para Deus, e que somos Seus filhos e, portanto, devemos ser capazes de ver e vivenciar Seu bem. Podemos buscar a Deus em todos os casos, servi-Lo e glorificá-Lo, em vez de deixar que nosso atual extrato bancário nos diga o que devemos sentir. Dessa maneira, demonstraremos confiança nas bênçãos de Deus e a compensação virá.

À medida que eu orava sobre meus rendimentos, raciocinei que, se eu trabalho para Deus, que é o Amor infinito, esse bem infinito não está no futuro, mas está presente agora. Está sempre presente agora. 

Podemos buscar tudo em Deus, e servi-Lo e glorificá-Lo.

Essa abordagem em oração me acalmou. Um dia antes de as contas vencerem, recebi uma mensagem de um dos clientes, perguntando se poderia pagar seis meses adiantados, em troca de um pequeno desconto. Foi uma grande bênção. Consegui pagar as contas no vencimento por vários meses e ainda sobrou dinheiro para outras necessidades. 

Essa aventura divina continua exercendo forte influência, à medida que vou aprendendo como ser uma funcionária melhor, a cada dia que passa.

Cristo Jesus iluminou o espírito do que significa trabalhar para Deus, em uma passagem do Sermão do Monte. A Bíblia A Mensagem, tradução na linguagem contemporânea, de Eugene Peterson, diz isso desta forma:

“Você não pode adorar a dois deuses ao mesmo tempo. Ao amar um deus, você passará a odiar o outro. A adoração por um alimenta o desprezo pelo outro. Você não pode adorar a Deus e ao Dinheiro ao mesmo tempo” (Mateus 6:24). E, no livro de Lucas, Jesus diz (também na tradução da Bíblia A Mensagem), “O que estou tentando é fazer com que vocês relaxem, não fiquem tão preocupados em adquirir, para poderem corresponder ao que Deus dá. Aqueles que não conhecem a Deus e a maneira como Ele trabalha são os que acabam se preocupando demais com essas coisas, mas vocês conhecem a Deus e sabem como Ele atua. Concentrem-se na realidade de Deus, na iniciativa de Deus, e no suprimento de Deus. Vocês verão que todas as necessidades humanas serão satisfeitas” (12:29). 

Então, como trabalhamos para Deus? Paramos de ficar “tão preocupados em adquirir”. Louvamos o amor e o bem de Deus, Sua presença e poder, com tudo o que temos, especialmente em tempos difíceis. Pedimos a orientação de Deus e Lhe obedecemos. Buscamos abençoar os outros a cada oportunidade. E declaramos que, como empregados de Deus, esperamos que Ele satisfaça as nossas necessidades, e nos esforçamos para saber que ninguém é independente de Deus, nem depende de mudanças nas circunstâncias materiais, para ter suprimento. E, por fim, lembremo-nos de que todos nós trabalhamos para o mesmo empregador, Deus. Amém!

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Quando Mary Baker Eddy estabeleceu O Arauto em 1903, ela disse que sua missão era a de "anunciar a atividade e a disponibilidade universal da Verdade" (The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany, p. 353).

O Arauto registra, em suas páginas, a transformação que ocorre na vida de muita gente e mostra que cada um de nós pode chegar à Verdade.

Que alegria pensar que o efeito da Verdade atua na consciência humana, trazendo cura e renovação! Nosso Mestre, Cristo Jesus, nos prometeu algo que de fato está se cumprindo: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32).

Cyril Rakhmanoff, O Arauto da Ciência Cristã, edição de julho de 1998
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