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Original para a Internet

“Leva-me para a rocha que é alta demais para mim”

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 14 de fevereiro de 2022


Houve uma época, quando eu estava na faculdade, em que parei de frequentar a igreja assiduamente, preferindo passar meu precioso tempo livre orando e estudando a Ciência Cristã por conta própria. Em alguns momentos eu até me perguntava se a igreja era realmente relevante para as diversas preocupações com as quais eu estava lidando. No final do meu último ano, eu estava me sentindo completamente à deriva e com muita ansiedade quanto às minhas perspectivas.

Fui passar um feriado em casa, e senti-me inclinada a ir à filial da Igreja de Cristo, Cientista, que eu frequentara na infância. Realmente precisando da orientação de Deus, fui a um culto dominical e sentei-me em um banco bem na frente. Havia muitas pessoas naquela congregação que haviam me apoiado durante toda a minha vida e que realmente me conheciam — haviam cuidado de mim quando eu era criança, haviam me dado aulas na Escola Dominical, e participado de minha festa de formatura do ensino médio. Eu me senti encorajada por aquele grande aconchego e amor, como se Deus estivesse sentado ao meu lado, e tive a certeza de que tudo ficaria bem. Quando fui embora naquela manhã, percebi que eu não podia mais passar sem a bênção de pertencer à igreja e a ela integrar-me.

Atualmente, muitas pessoas, por uma razão ou outra, perderam contato com a igreja. Aliás, pela primeira vez, desde que a pesquisadora Gallup começou a registrar essa estatística, a filiação à igreja em geral caiu abaixo de 50% nos Estados Unidos, levando muitos a se perguntarem o que causou esse declínio. Alguns líderes de diversas igrejas estão preocupados, já que, em meio a inúmeras atividades oferecidas por muitas igrejas, talvez tenha se perdido de vista sua missão central.

Podemos ter uma boa noção do que é essa missão central, ao observar o ministério de Cristo Jesus. Embora o relato diga que ele ”...num sábado, entrou na sinagoga, segundo o seu costume...” (Lucas 4:16), Jesus vivia o ideal da igreja todos os dias, nos ambientes da vida cotidiana. Em mercados, nas estradas ou à beira-mar, ele ia ao encontro daqueles que ansiavam por se sentir amados e dignos. A inúmeros deles, que desejavam ser resgatados de injustiças ou curados de diversas doenças, ele acolheu com a promessa: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mateus 11:28). Multidões foram inspiradas e supremamente confortadas quando Jesus ensinou que Deus é um amoroso Pai divino, que está sempre presente para ajudar em tempos de necessidade. 

Nos humildes espaços em que Jesus pregava, ele não condenava ninguém, independentemente de raça, cultura, formação ou profissão. Ele ensinou a todos que eles não eram filhos do pecado original, mas sim filhos queridos de Deus. Essas revelações ergueram seus ouvintes acima das velhas e ultrapassadas impressões que tinham de si mesmos e os tornaram livres, fortes e cheios de alegria. Sobre a obra da vida de Jesus, diz Mary Baker no livro-texto da Ciência Cristã, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras: “Jesus deu a verdadeira ideia a respeito do existir, da qual resultam bênçãos infinitas para os mortais” (p. 325).

Essa compreensão elevada a respeito da natureza de Deus, e do fundamento espiritual que é nosso porque somos filhos amados de Deus, traz redenção, cura e transformação duradoura. Era algo novo para aqueles a quem Jesus ensinava, mas essa ideia regeneradora de nossa natureza espiritual sempre esteve disponível para todos ao longo de todo o tempo. É o Cristo, que está no centro do arrojado conceito de igreja, o que Jesus revelou aos seus seguidores, quando disse ao discípulo Pedro: “...tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16:18). Conforme explicado em Ciência e Saúde: ”Em outras palavras, o propósito de Jesus foi fundar sua sociedade, não no Pedro pessoal que era mortal, mas no poder de Deus que sustentava a confissão de Pedro a respeito do Messias verdadeiro” (p. 138).

Qualquer um, que esteja precisando de inspiração, respostas ou conforto, se une a todos aqueles que ao longo dos milênios clamaram, junto com o Salmista: “Desde os confins da terra clamo por ti, no abatimento do meu coração. Leva-me para a rocha que é alta demais para mim...” (Salmos 61:2). A Igreja, segundo a definição que Jesus nos deu, não abriga nem contém a Deus, mas nos leva a uma compreensão espiritual de Deus, à Rocha que nos faz ficar de pé — e podemos fazer isso juntos — para que comecemos a perceber nossa vida sob uma luz inteiramente nova.

Como Fundadora da Igreja de Cristo, Cientista, Mary Baker Eddy compreendeu essa essência espiritual da Igreja como a própria representação de tudo o que Deus é e faz pelo homem. A igreja é uma força prática para o bem. A igreja, cumprindo sua missão essencial, nunca nos deixa no mesmo ponto em que nos encontra, mas, em vez disso, renova, restaura e cura. E, embora ao filiar-nos à igreja talvez nos deparemos com desafios e obrigações, estes nunca diminuirão o puro senso do amor de Deus, amor que sentimos na igreja.

A Igreja não é uma relíquia antiga de uma época diferente, mas — tal como Deus, por ela representado — a Igreja é eternamente necessária, relevante e sanadora. Da mesma maneira que o cume de uma montanha alta revela uma vista magnífica, a Igreja nos ajuda a obter uma perspectiva ampla e maravilhosa de Deus e da vida, a qual metaforicamente nos faz tirar os sapatos como em solo sagrado e nos coloca em terreno estável. É nesse terreno estável que nos sentimos seguros, íntegros e amados.  

Susan Tish,
Redatora Convidada

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A Missão dO Arauto da Ciência Cristã 

“...anunciar a atividade e disponibilidade universal da Verdade...”

Mary Baker Eddy, The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos], p. 353

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