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Original para a Internet

Somos melhores do que nossos antepassados?

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 19 de maio de 2022


Em um momento de crise em sua missão, o profeta Elias, do Antigo Testamento, protestou: “…não sou melhor do que meus pais” (1 Reis 19:4). Até então, ele havia agido como fiel porta-voz de Deus, denunciando a adoração pagã a Baal praticada por Acabe, rei de Israel, e por sua esposa, Jezabel.

Embora Acabe e seu reino estivessem sofrendo uma seca terrível (simbolizando, talvez, uma seca de espiritualidade), Deus havia suprido alimento a Elias, primeiro no deserto e depois na casa de uma viúva em Sarepta. Então, sob a orientação de Deus, Elias havia corajosamente desafiado Acabe para um confronto, exigindo que os filhos de Israel escolhessem entre Baal e o Senhor Todo-Poderoso, com base em um teste dos poderes das respectivas divindades.

Depois que 450 dos profetas de Baal apelaram a seu deus, pedindo fogo para consumir sua oferta, sem receber resposta, Deus prontamente atendeu às orações de Elias com um poderoso fogo que consumiu, não apenas seu sacrifício encharcado de água, mas até o próprio altar de pedra. Tendo convencido o povo de que o Senhor era de fato o verdadeiro Deus, Elias passou a predizer o iminente fim da seca, e logo caiu uma grande chuva (ver 1 Reis 18:17–45).

Depois de cumprir a vontade de Deus com tanta fidelidade e de modo incansável, é possível certamente que Elias se achasse no direito a algum tipo de descanso ou recompensa. No entanto, Jezabel enviou uma mensagem a Elias informando que, dentro de um dia, seus lacaios iriam caçá-lo e matá-lo. Elias ficou arrasado. O pobre homem estava desanimado e deprimido — no limite de suas forças. Ele fugiu para o deserto, onde pediu a Deus que o deixasse morrer, lamentando: “Não sou melhor do que meus pais”.

Em vez disso, Deus enviou um anjo que alimentou e confortou Elias. Então, Deus o conduziu até o Monte Horebe, onde Elias ouviu o “cicio tranquilo e suave” da Verdade divina. Um Elias revigorado e rejuvenescido retomou sua missão profética com grande êxito. Seguindo as instruções de Deus, ele retornou à civilização, nomeou novos reis para a Síria e Israel e escolheu Eliseu para sucedê-lo como profeta de Deus. Com sua missão agora finalmente concluída, “…Elias subiu ao céu num redemoinho” (ver 1 Reis, cap. 19, e 2 Reis 2:11).

Foi mais do que apenas uma conversa estimulante que Elias recebeu de Deus, a Mente divina, no Monte Horebe; na verdade foi uma revelação espiritual que lhe proporcionou uma compreensão mais clara da natureza eterna tanto de Deus como do homem. Essa Mente deve ter revertido a crença equivocada de Elias de que ele era, como seus pais e antepassados, um mortal destinado a morrer. Deus deve ter capacitado Elias a compreender que, em verdade, era o filho espiritual e imortal de Deus. Ele não poderia ser o descendente de uma linhagem de mortais, porque Deus, o único e perfeito Criador, não poderia criar filhos materiais imperfeitos. Não só o próprio Elias era fundamentalmente diferente e muito melhor do que o conceito material que ele tinha de si mesmo e de seus antepassados, mas também seus ancestrais, aparentemente mortais, eram muito melhores. Todos eles eram, em suas respectivas identidades verdadeiras, tão espirituais e perfeitos como Elias, porque Deus nunca criou um mortal material e pecador.

Em essência, Elias vivenciou uma transformação espiritual, no Monte Horebe. Mary Baker Eddy, a Descobridora da Ciência Cristã, explica a origem espiritual do homem em seu artigo intitulado “O novo nascimento”. Sobre os mandamentos: “Não terás outros deuses diante de mim” e “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, ela escreve: “Esses mandamentos da sabedoria infinita, traduzidos para a nova língua, ou seja, para seu significado espiritual, querem dizer isto: Amarás somente o Espírito, não seu oposto, em cada qualidade divina, isto é, em substância; reconhecerás a ti mesmo somente como filho espiritual de Deus, e reconhecerás que o verdadeiro homem e a verdadeira mulher, o totalmente harmonioso ‘homem e mulher’, são de origem espiritual, o reflexo de Deus — portanto, são filhos de um mesmo único Pai …” (Escritos Diversos 18831896, p. 18).

Essa percepção espiritual é tão relevante, inspiradora e redentora hoje como o era quando o cicio tranquilo e suave iluminou Elias, no Monte Horebe. Precisamos e podemos compreender que cada um de nós, inclusive nossos ancestrais e descendentes, fomos, somos e sempre seremos espirituais. O conceito material de vida, com todas as suas limitações, imperfeições e mortalidade, nunca foi nem pode constituir nosso real existir. Nós somos “melhores”, para usar as palavras de Elias.

A compreensão de que nossa verdadeira herança e natureza são divinas e espirituais nos liberta da crença de que estamos sujeitos às supostas leis físicas de hereditariedade. A Sra. Eddy escreve: “A hereditariedade é um tema fértil ao qual a crença mortal pode atrelar suas teorias; mas, se aprendermos que nada é real senão aquilo que é certo, não teremos heranças perigosas, e os males carnais desaparecerão” (Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, p. 228).

Nossa família comprovou essa verdade. Durante um período de vários anos, nossa filha teve sangramentos nasais recorrentes, os quais muitos de nossos parentes acreditavam ser uma tendência hereditária. Em um determinado ano, nossa filha também passou a sofrer de congestão nasal aguda — que foi amplamente aceita pela maioria dos membros da família como um problema também hereditário. Uma noite, minha esposa e eu sentimos que era hora de tomar uma posição mental com base na verdade científica, na verdade divina de que nenhum de nós — nossos pais e parentes, nossa filha, nós mesmos ou qualquer outra pessoa — tem uma ancestralidade mortal, material, ou uma identidade sujeita à hereditariedade ou à doença. Afirmamos em oração que nós todos somos os filhos eternos e imortais do único Criador, nosso Pai-Mãe Deus. Na manhã seguinte, nossa filha acordou livre dos sintomas. Tanto a congestão como os sangramentos pararam de modo permanente.

Para nós, havia ficado claro que precisávamos deixar de lado toda ideia de identidade material, incluindo ancestralidade material e nascimento material. Desde aquela noite, a libertação de nossa filha de todas aquelas desarmonias físicas tem sido um dom muito precioso.

Somos melhores do que nossos antepassados? Digamos desta forma: nós e nossos antepassados somos muito melhores do que a ancestralidade mortal possa parecer. Ver a todos como a descendência espiritual de nosso divino Pai, um e uno, traz cura.

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“...anunciar a atividade e disponibilidade universal da Verdade...”

Mary Baker Eddy, The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Outros Textos], p. 353

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