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Original para a Internet

Dissipe a sombra do medo, com a luz da Mente

DO Arauto da Ciência Cristã. Publicado on-line – 28 de janeiro de 2021


Em meu estudo da Ciência Cristã, aprendi a importância de se reconhecer a diferença entre os pensamentos que vêm de Deus, que também é definido como a Mente divina, e os pensamentos que parecem vir de uma fonte diferente. Os Cientistas Cristãos compreendem que a Mente, Deus, é todo o bem. Em nosso livro-texto, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, Mary Baker Eddy escreve que “Deus é a Mente: tudo o que a Mente, Deus, é, ou fez, é bom, e Ele fez tudo” (p. 311).

Entretanto, às vezes parece haver outra fonte de inteligência, denominada de mente mortal, ou também mente carnal, pelos Cientistas Cristãos. A mente mortal é a crença de que exista inteligência na matéria, e que um cérebro físico seja a fonte tanto da atividade mental como da ação física de todas as pessoas que existem ou tenham existido. Conforme explicado em Ciência e Saúde: “O costume classifica ambos, o mal e o bem juntos, como se fossem mente; por isso, para ser compreendida, a autora utiliza o termo mente mortal para denominar o gênero humano doente e pecador — querendo dizer com esse termo a carne oposta ao Espírito, a mente humana e o mal em contraste com a Mente divina, ou seja, com a Verdade e o bem” (p. 114).

Sob o governo dessa crença na mente mortal, os homens e as mulheres são definidos como criaturas de instinto e preocupações completamente materiais, provenientes de um conjunto de condições materiais que estão sempre se modificando, moldando e definindo quem eles são. De acordo com essa doutrina, várias influências, tanto boas como más, convergem sobre as pessoas, e cada pessoa fica sujeita a essas influências, que formam a soma total da vida de cada uma delas. Falando sobre essa crença, a Sra. Eddy escreveu em Ciência e Saúde: “Foi a ilusão do senso material, não a lei divina, que vos atou, que amarrou vossos membros livres, mutilou vossas capacidades, debilitou vosso corpo e desfigurou o quadro da vossa existência” (p. 227).

Lembro-me claramente de uma conversa que tive quando adolescente, com a minha professora da Escola Dominical da Ciência Cristã, a respeito da mente mortal. Ela me mostrou uma passagem da Bíblia na Epístola aos Romanos, que diz: “Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz. Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus” (8:6, 7).

Inimizade significa hostilidade ou oposição a algo. Portanto, acho que essa passagem significa que a chamada mente carnal está não só em desacordo com Deus, mas também em oposição a Ele. A mente carnal nos afasta de Deus, enquanto que a mentalidade voltada para as coisas do Espírito faz com que nos aproximemos de Deus. Essas duas opções são completamente opostas, portanto, não podemos escolher as duas ao mesmo tempo. Ou estamos alinhados em pensamento com Deus, a verdadeira fonte da vida e da existência, ou então estamos sujeitos à mente carnal e, consequentemente, aos vários resultados negativos que provêm de crermos na matéria. Deus, o bem, não nos sujeita a resultados negativos, por lhe havermos desobedecido. Mas uma compreensão incorreta a respeito de Deus e da Sua infinita bondade leva-nos inevitavelmente por um caminho mais difícil.

Outra passagem, que é também uma das minhas favoritas na Bíblia, é esta, do Salmo 23: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo…” (versículo 4). Muitas vezes recorri a essa passagem durante as ocasiões em que tive medo, ou quando alguma situação me causou preocupação. Levando em conta que Deus está sempre comigo, não preciso sentir medo. Posso seguir em frente com coragem, sabendo que minha confiança em Deus traz consigo completa e absoluta proteção contra todas as sombras de morte e de medo.

Frequentemente, em minhas orações, gosto de unir as ideias contidas nessas duas passagens e refletir sobre elas de forma conceitual, ou seja: 1) O pendor da carne dá para a morte; e 2) Ainda que andemos pelo vale da sombra da morte, não temeremos mal nenhum, porque tu estás conosco. Isso me leva a refletir sobre a passagem do Salmo 23 de uma maneira ligeiramente reformulada: Ainda que eu ande pelo vale da sombra da mente carnal, não temerei nenhum mal, porque Deus, a Mente, está comigo, confortando-me e protegendo-me de todo o mal.

Essa inspiração de Deus foi como uma luz, dissipando a sombra de medo que havia descido sobre mim.

Pode parecer que a humanidade esteja caminhando por esse vale da mente carnal, quando ouvimos reportagens diárias sobre doenças infecciosas e aumento nas taxas de criminalidade e violência. O mal talvez pareça abundante e generalizado, e é fácil nós nos tornarmos vítimas dessa crença. Mas isso significa ceder à mentalidade carnal. Por meio da oração e do cultivo do nosso senso espiritual, passamos a compreender que não existe nenhum problema demasiado grande ou assustador contra o qual não possamos lidar de maneira eficaz, ao voltar-nos, em oração, a Deus, a Mente.

No Salmo 23, o mal é mencionado como a sombra da morte. Mas a luz da Mente divina, Deus, que brilha em nossa vida, tem poder absoluto para eliminar qualquer sombra que possamos estar enfrentando. O Salmo continua, dizendo: “o teu bordão e o teu cajado me consolam. Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda. Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do Senhor para todo o sempre” (versículos 4–6). Essas palavras indicam as bênçãos seguras que provêm de confiar, total e completamente, que Deus é nossa proteção em qualquer circunstância.

Um exemplo ocorreu em minha vida há alguns anos. Eu estava com um grupo de amigos em um restaurante, e notei algo que estava acontecendo no balcão, e que fez com que eu me sentisse muito inquieto. Um homem havia entrado no restaurante e estava caminhando até ao balcão da frente com a mão direita agarrada a algo dentro do bolso do casaco. Ele parecia muito agitado, e tocou repetidamente a campainha de serviço, pedindo em voz alta que alguém viesse até ao balcão para atendê-lo. Olhei pela janela e vi que o carro que o havia trazido até ali ainda estava bem em frente à porta de entrada, com um homem ao volante. O motor estava funcionando, e a porta do lado do passageiro ainda permanecia aberta. Pareceu-me bastante evidente que o homem que havia entrado estava planejando assaltar o restaurante.

Enquanto ele permanecia no balcão, causando enorme tumulto e gritando para alguém vir atendê-lo, olhou à sua volta e fez contato visual comigo. Eu mantive o olhar firme. Ele estreitou os olhos, depois olhou de volta para o balcão e continuou a pedir em voz alta que alguém viesse até ele.

Por um momento fiquei com medo; essa situação em que eu me encontrava era bastante assustadora. Perguntei-me se eu não deveria me levantar com meus amigos e sair do restaurante, mas ele estava em pé bem em frente à única porta do estabelecimento. Em vez disso, orei. Desde criança, a oração é para mim uma resposta natural em qualquer situação na qual me sinta inquieto ou com medo; por isso, a oração foi algo natural para mim ali naquele momento.

Nesse caso, orei para saber que o homem não está sob a influência de uma mente carnal, mas ele é, antes de tudo, a criação perfeita de Deus, inteiramente governado por esse mesmo Deus, que é a Mente. Deus não traz nenhuma influência maligna para a nossa vida, e por isso aquele indivíduo não podia estar sob a influência de nenhuma outra coisa, exceto da Mente única, Deus. Essa verdade era válida para meus amigos, para mim, e para todas as pessoas naquele restaurante.

A inspiração que me veio de Deus foi como uma luz, dissipando a sombra de medo que havia descido sobre mim. Enquanto eu orava, o homem voltou a olhar à sua volta, fez contato visual comigo mais uma vez, e, em seguida, saiu imediatamente do restaurante e entrou no carro, que partiu rapidamente. Durante todo o incidente (que ocorreu num espaço de cerca de um minuto), o homem nunca tirou a mão do bolso do casaco, o que sugere que ele poderia estar segurando uma arma. Fiquei especialmente grato por ninguém ter sofrido nada.

Eu ainda estava ali sentado, refletindo sobre a situação, quando minha namorada (que agora é minha esposa) virou-se para mim e me perguntou se eu havia notado o comportamento estranho que aquele homem havia demonstrado. Respondi que sim, e que ficara preocupado, pois pensei que ele tencionava assaltar o restaurante. Ela concordou com a minha preocupação, e disse que estivera orando. Eu lhe contei que também estivera orando.

A Ciência Cristã nos oferece um modo de vida único, focado em compreender melhor a Deus, e se empenha em reconhecer apenas uma Mente, Deus, que governa nossa vida. À medida que O compreendemos mais completamente, constatamos que somos imensamente abençoados e capazes de vivenciar proteção diante de qualquer circunstância, seja ela uma ameaça física, uma tentação de ceder ao medo ou ao desânimo, ou um desejo de pecar. E ao recorrermos à Mente ficamos capacitados a também abençoar os outros por meio da oração.

Não precisamos temer o vale da sombra da morte ou da mente mortal, porque sabemos que Deus está conosco e, quando recorremos a Deus por meio da nossa mentalidade voltada para as coisas do Espírito, recebemos a vitória — e essa vitória abençoa a todos.

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A Missão dO Arauto

Quando Mary Baker Eddy estabeleceu O Arauto em 1903, ela disse que sua missão era a de "anunciar a atividade e a disponibilidade universal da Verdade" (The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany, p. 353).

O Arauto registra, em suas páginas, a transformação que ocorre na vida de muita gente e mostra que cada um de nós pode chegar à Verdade.

Que alegria pensar que o efeito da Verdade atua na consciência humana, trazendo cura e renovação! Nosso Mestre, Cristo Jesus, nos prometeu algo que de fato está se cumprindo: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32).

Cyril Rakhmanoff, O Arauto da Ciência Cristã, edição de julho de 1998
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